Fogaça de Palmela

Fogaça de palmela

Hoje o passeio matinal foi diferente, aproveitámos a sugestão da câmara municipal de Palmela e fizemos o roteiro turístico pelos miradouros da vila. Ficámos encantados.

Quando se fala de Palmela o que vem à cabeça é o castelo, as festas das vindimas e o famoso moscatel de Setúbal. Mas Palmela não é só isso, têm muito mais para descobrir e foi o que fizemos nesta manha ensolarada.

Agarrámos na palheta, vestimos roupa confortável, mochila às costas, garrafa de água (indispensável em qualquer caminhada), roteiro na mão (que é como quem diz na tablete) e lá fomos à descoberta.

A aventura começou nas traseiras do castelo, a vista é fenomenal, á esquerda temos: Setúbal, Tróia, o rio Sado e um pouco do Oceano Atlântico. À direita há paisagem de cortar a respiração: Serra dos Gaiteiros, Vale dos Barris, Serra do Loureiro e a Serra da Arrábida como cenário de fundo, simplesmente indescritível.

Fogaça de Palmela Fogaça de Palmela
Fogaça de Palmela Fogaça de Palmela

E assim foi um dia espectacular. O roteiro é fantástico, têm 3,5 km sem subidas de grande dificuldade e com paisagens maravilhosas de tirar o fôlego.

Pontos altos do roteiro:

– O ponto de partida;
– O teatro São João;
– A casa mãe dos vinhos, uma antiga adega transformada num ponto de interesse turístico;
– O miradouro ao pé da biblioteca, onde se vê perfeitamente Lisboa e a serra de Sintra;
– A descoberta da fogaça de Palmela numa rua onde cheira a canela e erva-doce;
– A vista deslumbrante do miradouro da Rua Hermenegildo Capelo;
– O jardim que faz lembrar o jardim do Bussaco mas em ponto pequeno;
– E o café quentinho no castelo de Palmela com vista 360º do distrito de Setúbal.

Fogaça de Palmela Fogaça de Palmela
Fogaça de Palmela Fogaça de Palmela

Estão a decorrer as festas fogaçeiras que se dedicam ao Santo Amaro.

As fogaças eram feitas por gente do campo e inicialmente tinham a forma de pés, mãos, ou aquilo que se pedia ao santo para “curar”. Depois passaram a ter forma de animais ou produtos agrícolas como forma de agradecimento pelo bom ano de produção.

No dia de Santo Amaro, a 15 de Janeiro, benzem-se e leiloam-se fogaças de Palmela de forma a angariar fundos, para financiar as festas maiores (vindimas) do ano seguinte. Pelo menos foi por essa razão que começaram.

Fogaça de Palmela Fogaça de Palmela

Fogaça de Palmela

Como disse estas festas começam a dia 15 de Janeiro e prolongam-se até dia 30 onde vai decorrer um showcooking de fogaças. A participação é gratuita, só tens que fazer a inscrição e levar os ingredientes contigo, mais pormenores aqui.

Se ficaste curiosa(o) faz as fogaças de Palmela em casa! Fica aqui a receita como está no Catavento Nº 164 (Agenda de acontecimentos do concelho de Palmela):

Fogaça de Palmela

Receita gentilmente cedida pela D. Maria de Lourdes Magalhães

(Receita original da sua avó materna)

Ingredientes:

– 500g de pão em massa;
– 500g de açúcar amarelo;
– Entre 1000 a 1200g de farinha *;
– 125g de banha;
– 2 ovos + 1 ovo para pintar;
– Sumo de 2 laranjas;
– Raspa de 1 laranja;
– 1 cálice de aguardente;
– 30g de canela **;
– 50g de erva-doce **.

* Pode levar um pouco mais de farinha dependendo do tamanho dos ovos e das laranjas
** A erva-doce e a canela são a gosto, no entanto a quantidade de erva-doce deverá ser sempre superior à da canela

Fogaça de PalmelaFogaça de Palmela

Modo de confecção:

Liga-se os ovos ao pão em massa. Em seguida o sumo e raspa das laranjas, a banha, o açúcar, a erva-doce, a aguardente e por fim a farinha.

Depois de tudo bem ligado e amassado, deixa-se levedar durante 30 minutos.

Moldam-se bonecos, decoram-se e pintam-se com ovo batido.

Fogaça de Palmela Fogaça de Palmela
Fogaças de Palmela Fogaça de Palmela

Fogaça de Palmela

Vai a cozer em tabuleiro untado em forno moderado (180º).

As minhas ficaram assim:

Fogaça de Palmela Fogaça de Palmela
Fogaça de Palmela Fogaça de Palmela

Fogaça de Palmela

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Porque nunca é tarde para aprender, basta querer!

2 pensamentos em “Fogaça de palmela

    1. Olá António, bem-vindo à Cozinha da Xana.
      O tempo de cozedura varia consoante o tipo de forno (gás ou eléctrico) ou o gosto pessoal (bem ou mal cozidas). Por norma quando ficam douradas é porque estão no ponto.
      Saudações culinárias,
      Xana

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